CrossFit

Treinando para a vida
Alguns minutos em uma academia de Crossfit em uma aula lotada no meio de um “WOD” (treino do dia) é possível perceber o quão perigoso é esse ambiente. Barras, anilhas, kettlebell, cordas e até pessoas, são projetadas ao ar e jogadas no chão algumas vezes.
No meio de tudo isso vemos alguns alunos circulando como se estivessem em uma academia “normal”, passando muito perto de possíveis acidentes e, em alguns casos sofrendo um acidente de fato ou gerando um.
O que me pergunto é: “Qual é a origem dessa conduta despreocupada?”
A princípio me parece que esses alunos em questão não se importarem com as outras pessoas. Mas será esse o real motivo?
Ao fazer um reflexão mais profunda sobre a Educação Física brasileira, percebo que não fomos ensinados a ter noção espacial e a desenvolver habilidades essenciais de defesa como correr e cair, o que reflete a formação de um adulto não atento ao ambiente e sem recursos para reagir a perigos.

Na prática temos alunos que não tem boa técnica de corrida, não sabem rolar para amortecer a queda de um “handstand” (parada de mão) e não assimilam os riscos de se movimentar próximos a uma pessoa que desenvolve uma carga de 100kg acima da cabeça.
Todas essas “falta de experiência” podem trazer risco e limitar a prática de atividade física das pessoas.
Tendo essa preocupação com o bem-estar e integridade dos nossos alunos, nós, treinadores da Crossfit 198, sempre estamos discutindo maneiras de estimular essas noções espaciais e habilidades.
Resultado disso são alguns protocolos de segurança que foram implantados nas aulas, exercícios específicos e até eventos como o “Track & Field” realizado no último domingo (28/08/2016) com o foco no desenvolvimento da técnica de corrida.
Contudo treinar de forma mais consciente em relação ricos do ambiente e dos limites do nosso corpo, nos leva a estarmos mais preparados para os desafios da vida. Afinal, esse é o objetivo que está presente no conceito do nosso programa de condicionamento físico (Crossfit).
Coach Brau.

Uma reflexão sobre a palestra “O que é Crossfit ?”
No início desse ano (2016) entendi que era necessário dedicar tempo para “informação” e discussões de “conteúdo”. Percebi que muitos alunos, apesar de estarem completamente adeptos ao nosso programa de condicionamento físico (Crossfit), pouco sabiam sobre Crossfit conceitualmente, e para tornar os treinos e seus comportamentos mais “conscientes” se tornou necessário disponibilizar textos, criar clínicas e palestras.
O interessante disso tudo é que sempre quando me preparo para falar sobre os conceitos do nosso programa acabo entrando em uma série de reflexões sobre conceito, trabalho, e minha carreira profissional. Digo isso porque a primeira vez que li o “Manual do Treinador Nível 1″ já era educador físico a 16 anos (2012) e tinha minha opinião e “valores” como ser humano e profissional bem definidos, e por um único motivo me interessei pelo “Crossfit” decidindo me “credenciar” ao programa: “CONCEITO”.
A “ideia” defendida nesse manual, que é a base de todo programa, me criou “simpatia” e passei a aceitar a possibilidade de carregar esse “label” (marca) não somente minhas ações profissionais, mas também como ferramenta para uma busca pessoal e filosófica : “Ser catalisador de mudanças na vida das pessoas “.
Uma vez credenciado, passei a respeitar conceitos básicos do programa como adaptar as tarefas para ser “INCLUSIVO”, planejar e programar treinos para desenvolver capacitação física e por consequência saúde. Me baseie, e reflito constantemente sobre os princípios que me geraram essa simpatia.
A “fundação” da CrossFit198 foi feita com o propósito de ser “Crossfit” em conceito, mas principalmente nas atitudes. Discutimos, refletimos e tomamos decisões baseados em um único valor: “Gerar mudanças positivas na vida dos membros de nossa Comunidade “. Essa perspectiva nos impulsiona a viver e se comportar em grupo, vivendo todas as propostas que nesse “box” são estabelecidas, porque nossas reflexões concluíram que precisamos viver em grupo, e principalmente com o grupo, para sermos também influenciado por essa “proposta”.
Essa semana eu (Coach Teco Martins) falei sobre “O que é Crossfit” na Crossfit MUD para alunos e convidados com o propósito de esclarecer, provocar reflexões individuais e “fortalecer” conceito. Fiquei muito feliz com o “engajamento” de todos e a seriedade, percepção e compreensão da nossa discussão. E, apesar de todo carinho e reconhecimento, gostaria de dizer para cada um que estava presente, ou que já ouviu essa palestra e participou dessas discussões, que esse exercício de comunicação é uma tarefa que criei para mim mesmo com a finalidade de lembrar qual o caminho é inclinações que decidi seguir.
Gostaria de agradecer a todos, que atenciosamente e carinhosamente, tornam a minha “empreitada” possível.
Obrigado, Teco Martins.

CrossFit

DEADLIFT 

BY 22 agosto 2016

DEADLIFT 
O “deadlift” (levantamento terra) é um exercício de levantamento básico aparentemente simples, porém não menos importante que os outros levantamentos mais complexos.
Podemos considerar que o “deadlift” é o movimento primário para os outros levantamentos que “tiram” cargas do chão, como “snatch” (arranco) e “clean” (primeira fase do arremesso).
Um dos erros comuns na execução do “deadlift” acontece logo no início do movimento, aonde normalmente algumas pessoas extendem os joelhos primeiro do que o quadril, sendo que o movimento de extensão dessas duas articulações deve ser praticamente simultâneo. Além disso é necessário estabilizar a coluna vertebral mantendo as curvaturas fisiológicas, e assumir uma posição inicial que ative os músculos do posterior da coxa.
Para ativar a musculatura posterior da coxa é necessário posicionar os ombros a frente da barra, e manter a barra olímpica próxima do corpo para realizar um movimento vertical e reto. Qualquer padrão de movimento que comprometa o “curso” linear da barra coloca em risco a postura e por consequência sobrecarrega os músculos paravertebrais.
Gosto sempre de dizer aos meus alunos o quanto é importante “se adaptar a barra” e não a barra a eles.
Procure se movimentar com segurança, use cargas que você domine, descubra seu corpo e seus limites para evoluir de maneira sólida e gradativa. Converse com seu treinador sobre você e seus treinos, seu desenvolvimento depende disso.
Coach Murilo Kater

“Legado Olímpico” 

O segundo semestre de 2016 foi de grande importância para o mundo dos esportes, em especial, para praticantes de Crossfit. No final de Julho, tivemos o Crossfit Games, em seguida, as Olimpíadas 2016.
Sob o olhar de um professor de educação física e “Coach” de Crossfit, o que torna esse momento ainda mais especial para os brasileiros, é que o evento esportivo mais importante do mundo, está acontecendo no “nosso quintal”.
Percebo que, em virtude do vertiginoso crescimento de ginásios de Crossfit no Brasil, ocorreu também um maior interesse por modalidades que, até então, não faziam parte do “cardápio” do brasileiro, como Levantamento olímpico, atletismo, ginástica olímpica, etc. Isso não significa que esportes 

tradicionalmente de massa (Futebol, basquete, vôlei) percam espaço, mas o temos um maior leque de modalidades para trabalhar como profissionais de educação física.
Usando como exemplo o LPO (Levantamento de Peso), percebi nossos alunos sofrendo, se identificando, torcendo, e até se frustrando com o atleta, quando o mesmo não consegue executar um “Snatch” (Arranco), pois há muita empatia entre nossa metodologia de treino e essa modalidade. Começam a entender o esforço do atleta, o quão duro é o dia-a-dia dos competidores, e nesse momento, todo o nosso trabalho faz mais sentido para o aluno. Todos aqueles movimentos com PVC, aparentemente chatos e sem sentido, os educativos posturais com a barra, o momento certo de cada “puxada”, até o grande momento de execução e finalização do “Snatch” (Arranco). E um erro qualquer, pode colocar toda a execução a perder. Um simples erro.

Haverá ainda um grande caminho a percorrer, mudaremos a cultura de um aluno por vez, assim como fazemos no nosso dia-a-dia, mostrando o quão vasto é o mundo dos esportes, e como pode fazer sentido na vida de cada um deles. E eles ainda irão se frustrar, chorar, pensar em desistir, mas saberão, por serem testemunhas oculares, que os grandes atletas também erraram, e voltaram para os treinos, sempre, e sempre, e sempre. Esse é o legado das olimpíadas para nossa profissão.
Coach Calebe Silva

Músculos Acessórios 
Nessa ultima quarta-feira tivemos um treino de força com “deadlift” (levantamento terra). O “deadlift” é um dos movimentos fundamentais do Crossfit, esse exercício traz um grande aspecto de “funcionalidade” por envolver uma grande cadeia de músculos, assim como se assemelhar com movimentos presentes no cotidiano.
Apesar do nosso programa de condicionamento físico (Crossfit) usar movimentos funcionais, é extremamente importante desenvolver resistência muscular e força em alguns músculos que realizam funções secundárias nesses exercícios. A “remada curvada” (bent row) é um dos melhores exercícios para desenvolver o “grande dorsal” para proporcionar melhor controle da postura para futuros “deadlifts”.
Coach Teco Martins 

Apesar dos levantamentos serem exercícios de potência, aonde é preciso mover cargas na menor fração de tempo possível, é interessante fazer educativos em velocidade moderada ou até mesmo lenta. O seu cérebro precisa entender para melhor mapear o movimento, movimentos mais lentos e fragmentos do levantamento quando são executados de maneira leve com finalidade de “estudo ” permitem, a médio longo prazo, que você tenha um levantamento “potente”, correto e principalmente seguro.Coach Teco Martins

Valores do Crossfit
Para explicar sobre esse tema, vou exemplificar compartilhando a minha história no Crossfit, afinal, o que seria do método sem o compartilhamento?
Comecei o crossfit há três anos atrás, na época estava no último ano de faculdade e no que eu poderia chamar de “o início da minha fase mais dedicada ao rugby até o momento”. Começava a ter tempo para me dedicar muito mais em relação a preparação física e de repente o crossfit surgiu através de alguns amigos.
Sai então a procura de “box” por São Paulo, como eu disse, tinha tempo, só não dinheiro. Em todas as visitas eu encontrei o mesmo padrão. Muita gente, energia, concentração e uma pitada de militarismo. 
Eu queria saber o que era aquilo e o mais importante como eu ia fazer aquilo. Foi então que uma das visitas foi na Crossfit Brado com o Teco. E ele fez o que até então nenhum treinador tinha feito, conversou comigo e me explicou sobre o método. Dentro disso falou que o box é uma ambiente de comunidade e que cultivamos o espirito de equipe. Eu não só ouvi essa mensagem, como pude sentir a todo momento com o acolhimento do Teco e todos integrantes do local. Eu ali ainda não sabia o que era Crossfit mas já sabia como fazer, porque era o que eu queria fazer, participar de algo com valores pois é algo que já era acostumado com o rugby que é um esporte de valores. Dentre eles a união.
E devido a essa união e uma série de eventos seguintes posso dizer hoje que sou membro da comunidade 198.
Pois bem, a reflexão que quero causar em vocês é a seguinte. 
Treinar suas 10 capacidades físicas é muito importante, mas não se esqueça de praticar os valores do método. Você pode encarar até com certo misticismo, mas pra mim é uma lógica testada e comprovada. É muito mais fácil quando todos se ajudam, compartilham e trabalham com coesão. Além disso, se você quer trazer um pouco mais de significado para sua atividade física, engaje-se na sua comunidade!
Texto Coach Brau 

É muito comum, por falta de conhecimento, as pessoas acharem que é necessário um “curriculum atlético” para ingressar no Crossfit. Na verdade nosso programa de treino é “adaptável” para qualquer pessoa, apesar da tarefa do dia ser para todos, os cuidados são individuais.
O Crossfit faz uso de diversas habilidades esportivas como ferramenta para desenvolver seu condicionamento físico e por consequência sua saúde. Muitas dessas habilidades demandam tempo e treinamento para serem executadas, mas não é por esse motivo que somos impedidos de executar a tarefa do dia (wod). É obrigação do treinador criar processos pedagógicos para o aprendizado, assim como exercícios adaptados para tornar o “hoje” impossível no “amanhã” tangível.
Coach Teco Martins.