Dicas

Um pouco mais de PACIÊNCIA
Quanto tempo uma criança leva pra andar ? Ou melhor, o que acontece com um bebê antes dele andar?  
Apesar de ser simplesmente comum e natural, esse processo ilustra bem questões de desenvolvimento das capacidades físicas e os princípios do treinamento esportivo. Um bebê, que passou boa parte de sua gestação encolhido, em posição fetal, começa em um primeiro momento “esticando o corpo”, alongando e, porque não dizer, mudando seu padrão postural. Depois de um tempo, deitado de bruços, começa a fazer força para erguer cabeça e o tronco melhorando o “tônus” dos músculos da cadeia posterior de seu corpo. Nas viradas de corpo, mudando a direção da posição deitado, hora de bruços, hora com as costas no chão, além de força e resistência muscular ele passa a aprender novos gestos e começa a evoluir sua coordenação motora.


Com o passar dos meses os movimentos vão se tornando menos involuntários e mais “pensados”, os gestos são mais amplos e novos desafios começam a surgir. Rastejando ele começa a se deslocar e explorar novas possibilidades, ganhando mais força e resistência até conseguir ficar de quatro apoios. E, a cada momento, uma nova fase e mais surpresas, engatinhar, sentar, tentar ficar de pé, dar os primeiros passos até um dia andar. 
Essa trajetória cheia de etapas termina com os primeiros passos, mas engana-se quem acha que parou por aí . Andar exigiu de 12 a 18 meses de “treinamento”, porém andar de forma coordenada, segura de quedas, leva de 3 a 5 anos.


Toda essa reflexão serve pra ilustrar os fenômenos de seu treinamento. Primeiro passamos ter um ganho mínimo necessário de força muscular e resistência, para depois melhorar nossa coordenação e obter êxito em um gesto. Entretanto, dominar essa habilidade com maestria e aplica-lá em uma tarefa (WOD) leva mais tempo do que simplesmente fazer esse movimento. Isso fica nitidamente exemplificado quando um aluno consegue fazer uma habilidade de forma isolada, porém não a executa dentro de um contexto de treino.
A metáfora da criança ilustra o quanto precisamos ser pacientes com o “tempo”, esperar o período necessário para maturação do seu desenvolvimento. Dessa maneira você terá resultados sólidos e consistentes.
Agora te proponho uma reflexão. Imagina esse mesmo “bebê” sendo forçado de forma acelerada a dar seus primeiros passos sem antes respeitar a vivência das fases anteriores, qual seria os danos desse desenvolvimento precoce para a criança ou até mesmo adulto que ele se tornará? Provavelmente problemas nas articulações, na coluna vertebral e, sem considerar, possíveis dificuldades emocionais/psicológicas decorrentes desse “pular etapas”.


Agora novamente trazendo esse exemplo para o universo do treinamento. É extremamente nocivo e prejudicial para o corpo e mente não respeitar gradativamente fases. Minha experiência de mais de 20 anos treinando pessoas mostrou o quanto é lesivo pular etapas e não criar “base” fundamental de treinamento, além de ser “tóxico” para a mente e suas emoções. Presenciei e continuo constantemente vendo alunos com suas tentativas desesperadas de tentar subir numa argola ou barra, deslocar cargas elevadas de peso entre outras habilidades, sem compreender o quanto fundamental viver o “dia a dia” do treinamento, fazer exercícios simples de base e, principalmente, seguir as orientações de seu treinador.
Ganhos gradativos e sólidos são duradouros, mudanças agressivas e sem planejamento perecem em pouco tempo. Entenda que isso é um programa de treinamento que extrapola a ciência do esporte e desencadeia uma mudança de cultura e estilo de vida, para isso se sustentar é preciso “viver” um dia por vez com paciência e sem exageros.
Aos “bebês” do Box fica a dica e a recomendação da leitura diariamente.
Coach Teco Martins.

Constantemente Variado (mas tem rotina)

Uma definição conceitual sobre CrossFit muitas vezes começa usando 3 pilares de sua base metodológica, são eles:

– Constantemente  Variado

– Movimentos Funcionais

– Alta Intensidade 


Ser “constantemente variado” é fundamental para evitar os efeitos de acomodação que podem acontecer com nosso corpo quando não existe qualquer variação de rotina no programa de treinamento.  É por esse motivo que existe o “wod” (tarefa do dia) e não uma ficha de treino que se extende por 3 meses ou mais, repetindo sempre o mesmo treino/método/exercício. Isso tem sido comum em “Centros de Fitness” tradicionais aonde toda segunda-feira é a mesma, com os mesmos exercícios e métodos. 

Ser “variado” proporciona te manter constantemente fora da zona de conforto e aumenta o que consideramos um “estado de prontidão” da suas aptidões físicas para qualquer desafio repentino.

Apesar de defendermos e acreditarmos nesse pilar como base fundamental da construção do nosso condicionamento físico, não tratamos o treinamento como uma rotina aleatória de tarefas, nossos treinos e programação semanal obedecem uma coerência baseada no volume de repetições , em zonas de treinamento determinadas por faixas de tempo e no aprimoramento de funções físicas e habilidades diversas. 

Portanto, apesar das nossas segundas-feiras não serem sempre as mesmas, existem sim uma “rotina” de exercícios de base ao longo da semana com finalidade de entregar um desenvolvimento sólido e seguro.

Sendo assim, “nossa rotina” é treinar.

Coach Teco Martins.

Preparando pra Tarefa (WOD)

Muito se discute sobre a elaboração de um programa de treino que entregue o desenvolvimento das capacidades físicas de forma equilibrada. Mas a discussão não é somente restrita aos aspectos gerais do programa, na maioria das vezes a tarefa do dia (WOD) não chega a corresponder nem metade da sessão de treinamento, portanto se torna extremamente necessário elaborar todas as etapas de estrutura de aula com coerência nas habilidades presentes no dia e com igual propósito de desenvolvimento.

O aprimoramento físico depende da construção de uma base sólida pautada em 3 capacidades físicas,

1ª Flexibilidade – mobilidade é fundamental para atingir as marcações básicas de cada movimento sem estressar músculos/tendões/componentes articulares.

2ª Coordenação – Aprender a se movimentar com o máximo de eficiência e economia de energia é fundamental para evitar quaisquer esforço desnecessário que posso tensionar/agredir nosso corpo inadequadamente.

3ª Resistência Muscular Localizada – O fortalecimento de cadeias musculares é exigência fundamental para garantir o controle da linha média do corpo.

Contudo, exercícios de mobilidade e fortalecimento, educativos para aprimorar habilidades não são apenas ferramentas para preparação da tarefa do dia, sua relevância é de igual proporção a parte principal do treino.

Galera, o episódio 11 do Crossfit198 Podcast já está disponível. 

Se você possui IPHONE é só pesquisar “crossfit198″ no aplicativo de podcast do seu celular, para os usuários da plataforma ANDROID é só baixar o aplicativo “podomatic” e fazer a mesma pesquisa.
Confere lá ! Tá alucinante! 

“Eu nunca vi uma coisa selvagem ter pena de si mesmo. Um pequeno pássaro cairá morto congelado de um galho sem nunca ter tido pena de si mesmo”.

Esse poema sempre me chamou muita atenção. Realmente acabamos tendo uma leve tendência de nos tornarmos vítimas das circunstâncias adversas que aparecem nas nossas vidas. A percepção de grande desafio desencadeia um movimento de auto sabotagem, te enfraquece, te faz desistir e acaba se entregando com “pena de si mesmo”.

A natureza selvagem traz a ignorância que não se dá conta do tamanho da equação a ser resolvida e, muito menos, do trabalho/sacrifício nela empregado. Então se vive, encara os desafios, luta contra eles e se entrega disposto a morrer por isso.

Não quero ninguém se matando dentro do “Box” e muito menos fazendo nenhum absurdo físico. Mas que possamos nos dedicar integralmente a cada momento, viver cada dia por vez e sair da zona de conforto que não mata o corpo (em curto prazo), mas enfraquece a alma.

Coach Teco Martins.

Quem está treinando hoje tem sofrido nos primeiros 15 minutos de treino com um “EMOM” com nove exercícios de base para os movimentos ginásticos.

São 3 exercícios para cada minuto feitos em 5 Rounds. São eles:

Minuto 1:

10 Hollow Rock

10 Alternate V Sit

5 V Sit


(V Sit)

Minuto 2:

10 Escápula Push Up

5 Push Up

5 Vela No Remo


(Vela no remo)

Minuto 3:

10 Escápula Pull Up

5 Strict Pull Up ou 15″ isometrico 

10 Beat Swing 


A continuidade na execução desses educativos proporciona uma melhora expressiva nos padrões de movimento a médio prazo, além de prevenir lesões de esforço.

Coach Teco Martins

5 técnicas de Engajamento de Funcionários da CrossFit
 
As abordagens que a empresa de fitness usa para motivar os membros a dar o seu tudo – e até um pouco mais – pode ser instituído em seu local de trabalho para benefício universal.
    
Você já fez CrossFit?
 
Mesmo que não, você provavelmente já ouviu histórias sobre a cultura apertada, atmosfera de treino viciante e até mesmo a linguagem única e siglas que usam para vários termos de treino, o que faz com que se sinta como um clube exclusivo.
 
Considerando o CrossFit uma metodologia para todos, as técnicas usadas para motivar os membros e criar uma comunidade interativa e envolvida são relevantes para todas as empresas. Aqui estão algumas dicas para engajamento de funcionários tiradas das páginas do manual do CrossFit:
 
1. Estabelecer um Rx.
 
Cada “WOD” (treino do dia) inclui um Rx-a peso prescrito ou forma associada com os exercícios.
 
Esses pesos podem ser bastante desafiadores para a maioria dos participantes, mas se você é capaz de realizar o WOD no nível Rx, você se sente fantástico e sabe que da próxima vez que você pode trabalhar em melhor forma ou timing. Se você não pode, você tem uma boa compreensão do que você precisa para trabalhar e pode se concentrar em fazer melhorias incrementais.
 
O mesmo vale para os objetivos do local de trabalho. Benchmarks e objetivos são essenciais para conduzir um melhor desempenho e incentivar os funcionários a alcançar e superar as expectativas.
 
2. Coloque os resultados no ‘quadro branco’.
 
Isso é como a versão de treino de um leaderboard. Quando um WOD é feito, o instrutor pede a todos para escrever seus resultados ao lado de seus nomes no quadro branco.
 
Se você teve um bom dia, você pode se sentir orgulhoso de colocar seus números acima, e outros na classe, provavelmente, elogiá-lo em seu desempenho. Se você não atingiu seus objetivos, no entanto, este sistema cria motivação para trabalhar mais a próxima vez.
 
No escritório, reconhecer publicamente as realizações de outros garante que os funcionários serão envolvidos e motivados para manter o bom trabalho. Embora você não quererá fazer qualquer um sentir inseguro sobre ter um slump, uma competição amigável pequena pode ser um grande motivator.
 
3. Crie um ambiente de equipe.
 
Uma das principais razões pelas quais as pessoas se sentem tão atraídas por CrossFit, empenhadas em ir todos os dias e esforçar-se por novas conquistas, é o senso de equipe e camaradagem que oferece. Os colegas de classe encorajam uns aos outros a empurrar mais e obter através dos exercícios, e muitas vezes a última pessoa a terminar o WOD é aquele com o maior elenco cheering.
 
Se você está envolvido em um treino parceiro, você prefere colapso do que deixar o seu companheiro de equipe para baixo. Promover esse sentimento de pertença, o compromisso da equipe e a idéia de que “estamos juntos” podem ajudar qualquer local a incentivar o engajamento dos funcionários e motivar os membros da equipe a fazer o melhor para sua equipe e para a empresa.
 
4. Oferecer dicas e encorajamento.
 
CrossFit instrutores muitas vezes andam durante as aulas para dar conselhos sobre a melhor forma, bem como palavras de incentivo. Os melhores instrutores também sabem como motivá-lo a pegar esse peso uma última vez, mesmo quando você quer desistir.
 
Um bom gerente tem as mesmas habilidades. Ele ou ela deve ser acessível e visível, oferecendo regularmente orientação, louvor e até mesmo um discurso motivacional quando necessário.
 
5. Registre o progresso dos funcionários.
 
No CrossFit, os membros são encorajados a registrar seus resultados diários para que possam compará-los para o próximo WOD, identificar áreas para trabalhar e monitorar seu progresso ao longo do tempo.
 
Da mesma forma, os gerentes devem estar ajudando os funcionários a rastrear seus pontos fortes, fraquezas e progresso no trabalho. Durante a revisão anual de um funcionário, os gerentes devem ser capazes de apontar como o funcionário rastreado contra métricas reais, mesmo que sejam resultados qualitativos. Se não puderem, é possível que os objetivos do trabalho do empregado não fossem claramente definidos, e / ou não fossem medidos corretamente.
 
É importante lembrar que, se você não tiver estabelecido que Rx mencionado acima, este passo não será tão significativo – como o funcionário saberá se eles “ganhou o treino” ou atingiu seus objetivos? Não ter pontos de referência no lugar para trabalhar, nem uma maneira estruturada de acompanhar o progresso, pode fomentar apatia e desengajamento nos funcionários.
 
Cultura e engajamento não são apenas sobre as partes e regalias. Criar um ambiente positivo da equipe e os processos para fixar objetivos e seguir o progresso para eles são essenciais a acoplar sua força de trabalho.
 
  Texto: Renato Klamas
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Tenho refletido muito sobre o “Crossfit – Business”, tentando entender as principais características que tornam um “Box” um universo diferente de academias convencionais.

Algumas dessas características vinculadas ao treinamento geram um impacto físico – emocional que transforma e muda o comportamento das pessoas, criando e estabelecendo uma nova dinâmica de vida. E isso passa ser uma dessas pequenas peculiaridades existentes no “CrossFit”.

“Não é apenas um programa de treino … É um estilo de vida.”


Essas reflexões me trazem a percepção que o principal “segredo” de um Box de Crossfit são os relacionamentos lá estabelecidos. Apesar de existir um programa que vem sendo testado e comprovado por mais de 40 anos, são as conexões entre treinadores e seus alunos, e dos alunos entre si que torna esse ambiente tão especial e transformador.

Sendo assim, mesmo com tantos processos de treinamento, técnicas e outros aspectos tão criteriosos, em escala de importância a primeira e principal preocupação de um Box e seus treinadores é estabelecer relacionamento. 

Acolher, compreender e cuidar dos alunos é nossa principal função.


Quando penso e concluo tudo isso, inicio um ciclo de novas reflexões, baseadas no meu papel e comportamento dentro dessa comunidade. Uma delas é sobre a relação treinador – aluno.

Treinador

Eu tenho sido o mesmo treinador que fui nos primeiros treinos do meu aluno que hoje já está “veterano” em meu Box?

 Me coloco à disposição, acolho e estou atento no momento de seu treino?

Aluno

Tenho me comportado como costumava quando iniciante? 

Faço todas as etapas da aula criteriosamente, presto atenção e atendo as exigências do meu treinador?


Assim como qualquer outro relacionamento é preciso cuidar, um do outro e ser vigilante com o próprio comportamento.

Bom treino a todos!

Coach Teco Martins